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Projeto do Campus Osório é apresentado em evento na Espanha

Representantes do Campus Osório em evento na Espanha

 

Wellington Espíndula, estudante egresso do Campus Osório, recém formado no curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio, está na Espanha para a apresentar o projeto "K-Gestus, um framework para autenticação baseado em gestos", durante a XVIII edição do evento Exporecerca Jove, que acontece em Barcelona, de 6 a 8 de abril de 2017. O jovem cientista é acompanhado pela professora orientadora do projeto, Heloisa Bressan Gonçalves.

A pesquisa propõe um mecanismo de autenticação por gestos, utilizando a memória motora que, após sua consolidação, se torna uma memória de longo prazo. Utiliza para isso sensores de profundidade oferecidos pelo dispositivo Kinect. O foco do trabalho é garantir uma maior segurança contra pessoas mal-intencionadas por um mecanismo de fácil acesso para o usuário legítimo.

De acordo com o jovem cientista, delegar essa tarefa apenas a uma combinação de usuário e senha tem mostrado inúmeras fragilidades, principalmente com relação à segurança e usabilidade. "E se pensarmos em pessoas cegas ou com baixa visão, o problema se torna ainda maior, já que alguém podem vigiar o processo de autenticação, roubando as informações, ou a interceptação pode acontecer até mesmo com a utilização dos leitores de tela" - explica Wellignton.

O estudante foi credenciado para levar seu trabalho para o Exporecerca Jove ao conquistar o Prêmio Fundação Telefônica em outubro do ano passado na 31ª Mostratec - maior feira de ciência e tecnologia da América do Sul, realizada pela Fundação Liberato Salzano, de Novo Hamburgo. A premiação, que garante passagens e hospedagens, foi oficializada em audiência com o governador do Estado do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, no Palácio Piratini em 30 de março, junto a estudantes da Fundação Liberato que também conquitaram o prêmio. Luis Perez Fruscaldo Luz e Klaus Holler, do projeto "Demape: Dispositivo eletrônico de monitoramento e assistência para emergências", orientado pelo professor Elmar Corrêa de Souza, também estão no Exporecerca Jove. Já a pesquisa "Sistema de monitoramento de arritmias cardíacas", de Robert Buss Kaufmann, orientado pelo professor Marco César Sauer, vão para a International Sustainable World Energy Engineering and Environment Project (I-Sweeep), que acontecerá em Houston entre os dias 3 e 8 de maio.

Experiência

Para Wellington, a viagem é uma oportunidade de acompanhar de perto as novidades da área e viver experiências até então inimagináveis: "Além de poder conhecer o que está sendo produzido na área da ciência e da tecnologia em outras culturas, estou tendo a chance de conhecer Barcelona. Ver construções e ruas mediavais é incrivel. A arquitetura é completamente diferente, o bairro gótico é lindo. Nunca imaginei passar numa calçada de mil anos atrás nem jantar olhando uma catedral do século XV. É uma grande motivação!".

 

Sobre o projeto

O jovem cientista começou a trabalhar na ideia da pesquisa em 2012, com o professor de Informática Régio Michelin, que atualmente faz parte da equipe docente do Campus Restinga. Mas foi em 2016, com a formalização da pesquisa pela professora Heloísa Gonçalves, que o projeto ganhou fôlego.

Como a autenticação é um mecanismo essencial na segurança de sistemas computacionais, o grande desafio em todos estes sistemas é mantê-los seguros contra usuários mal-intencionados e ainda assim possuir um mecanismo de fácil acesso para o usuário legítimo. Delegar essa tarefa apenas a uma combinação de usuário e senha tem mostrado inúmeras fragilidades, principalmente com relação à segurança e usabilidade. E se pensarmos em pessoas cegas ou com baixa visão, que no Brasil somam mais de 6,5 milhões de pessoas que enfrentam diversas dificuldades para serem incluídos no mundo virtual) o problema se torna maior: pessoas mal intencionadas podem vigiar o processo de autenticação, roubando as informações, ou a interceptação pode acontecer até mesmo com a utilização dos leitores de tela. O trabalho 'K-Gestus, um framework para autenticação baseado em gestos' propôs, então, um mecanismo de autenticação por gestos, utilizando a memória motora que, após sua consolidação, se torna uma memória de longo prazo. Utiliza para isso sensores de profundidade oferecidos pelo dispositivo Kinect. O sistema foi testado na Associação de Cegos do Rio Grande do Sul (Acergs) e se mostrou capaz de atender as necessidades de autenticação de deficientes visuais, aumentando a segurança e confiabilidade dos usuários.

 

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