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Trabalho que promove o aproveitamento total do açaí da Palmeira Juçara é premiado com o 1° lugar em evento científico

Estudantes e professora foram reconhecidos pelo belo trabalho desenvolvido

 

Com o projeto de pesquisa 'Palmeira Juçara: Aproveitamento integral do fruto como alternativa de preservação ambiental e geração de impactos econômicos e sociais positivos', os estudantes João Vitor Kingeski Ferri e Maria Eduarda Santos de Almeida, do Câmpus Osório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), conquistaram o 1º lugar na categoria Meio Ambiente, destinada ao Ensino Técnico, na Mostra de Ciências e Tecnologias do IFSul - Câmpus Charqueadas, a Mocitec, realizada nos dias 27 e 28 de agosto de 2015.

O projeto tem por objetivo proporcionar conhecimentos para utilização da casca e do caroço do fruto da palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius) às famílias que moram junto a área de Mata Atlântica no litoral Norte do Rio Grande do Sul, e que possuem como base de sua economia a agricultura familiar.

Com a proibição do corte de palmito por conta da ameaça de extinção da espécie, várias famílias já atuam com a extração do fruto conhecido como 'açaí da Mata Atlântica' como alternativa de renda. Esse trabalho é incentivado e acompanhado por Ongs como a Anama, que buscam promover a preservação e o desenvolvimento sustentável do bioma. Nesse contexto, o que o projeto desenvolvido pelos alunos busca é promover o aproveitamento integral do fruto, utilizando a casca e o caroço que até então eram descartados em grande parte.

"A quantidade de resíduo resultante do beneficiamento corresponde a 83% do fruto, o que gera acúmulo de lixo orgânico e provoca inúmeros impactos ambientais, como a contaminação do solo, da água e a emissão de gases de efeito estufa" - explica a coordenadora do projeto, professora Flávia Twardowski.

O trabalho de pesquisa propõe que a casca, que correspondente a 5% do resíduo, seja transformada em farinha e utilizada como complemento em produtos de panificação, enquanto o caroço (95% do resíduo) vire carvão ativado para aplicação na filtragem da água, uma vez que grande parte da população das zonas rurais da região não conta com serviços de tratamento de água e esgoto.

Os resultados da pesquisa comprovam que o aproveitamento integral do açaí de juçara é forte aliado para que a extração só resulte em impactos positivos para o meio ambiente e para as famílias produtoras, conciliando interesses econômicos e ambientais. Os estudantes explicam que "a farinha resultante da casca é rica em fibras e em antioxidantes como a antocianina, comum em frutas como o mirtilo (blueberry) e o famoso goji berry. O carvão desenvolvido apresentou bom desempenho em testes de turbidez na água, adsorção de ferro e manganês, além de ser 50% mais barato do que produtos similares encontrados no mercado".

 

Galeria

Estudantes acompanham a colheita do fruto Utilização do fruto foi intensificada após proibição do corte da palmeira

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