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Campus Osório é o RS e o Brasil na Intel ISEF: Estudantes tiveram suas pesquisas como destaques no evento nos EUA

Três estudantes brasileiros tiveram suas pesquisas premiadas

 

As estudantes Juliana Davoglio Estradioto, do 3° ano do curso Técnico em Administração Integrado ao Ensino Médio do Campus Osório, do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), e a egressa do mesmo curso Maria Eduarda Santos de Almeida foram destaque na maior feira de ciência e engenharia do mundo destinada a jovens pré-universitários, a Intel International Science and Engineering Fair (Intel ISEF), realizada no Centro de Convenções de Los Angeles, nos Estados Unidos, de 14 a 19 de maio de 2017. Com suas pesquisas, elas mostraram que é possível solucionar grandes problemas ambientais de maneiras bem simples.

Juliana e Maria Eduarda fizeram parte da delegação que representou o Brasil na Intel, composta por 29 jovens cientistas de dez Estados: RS, SC, PR, SP, MG, MS, BA, RN, CE e MA. Do Rio Grande do Sul foram mais sete estudantes, autores de cinco projetos (quatro alunos da Escola Liberato Salzano, de Novo Hamburgo, e três do IFSUL - Campus Charqueadas).

Com o trabalho 'Transformação dos resíduos agroindustriais do maracujá em filmes plásticos biodegradáveis', Juliana conquistou o 4º lugar na categoria Engenharia Ambiental. Ela desenvolveu um protótipo de plástico biodegradável para armazenar mudas de plantas utilizando a casca do maracujá, rejeito que representa 70% do total do fruto. "Seria uma forma de reduzir consideravelmente o consumo dos tradicionais saquinhos plásticos pretos, utilizados em grande escala pelos agricultores e floriculturas" - explica a jovem de 16 anos.

Maria também ficou com o 4º lugar, mas na categoria Ciências das Plantas, com o título 'BioPatriam: Preservação da biodiversidade através de planta nativa brasileira'. A pesquisa consiste no desenvolvimento de um extrato aquoso com folhas da planta nativa Aroeira que inibe a germinação das sementes do Pinus elliottii - pinheiro que tem sua madeira e resina muito utilizada na indústria, mas que por ser uma espécie invasora e com fácil dispersão das sementes, é um dos piores problemas ambientais do país. "O crescimento desorientado da espécie é a 2ª maior causa de perda de biodiversidade do planeta. Sua simples presença provoca contaminação biológica, secando o lençol freático e alterando a composição físico-química da água, dimunuindo, assim, a fertilidade do solo. E as substâncias que escorrem dele com a chuva impedem o crescimento de culturas agrícolas e plantas nativas. É uma grande praga!" - conclui Maria, de 18 anos.

Também foi premiado no evento a pesquisa 'Interface cérebro-computador de loop fechado hospedada em sistema de computação distribuída para comunicação com pessoas inicialmente classificadas em estado vegetativo ou coma', do estudante Luiz Fernando da Silva Borges, do IFMS - Campus Aquidauana. O trabalho, orientado pelo professor Lucas Remoaldo Trambaiolli, obteve o 2º lugar na categoria Engenharia Biomédica.

 

Experiência na Intel

As duas pesquisas do IFRS - Campus Osório são orientadas pela professora Flávia Twardowski, que acompanhou a dupla no evento. Ela destaca sua gratidão em participar pelo terceiro ano consecutivo da Intel, com todos os quatro trabalhos já apresentados sendo premiados. "Poder colaborar com a transformação de estudantes de Ensino Médio da rede pública é algo maravilhoso! A experiência que eles vivenciam na Intel ISEF, por ser uma das 1,7 mil mentes brilhantes de 78 nações do mundo presentes, só faz deles jovens ainda mais brilhantes e instigantes. É uma experiência única que ficará para sempre marcada na vida deles. Algo transformador" - ressalta Flávia.

Maria Eduarda também já esteve na feira e obteve reconhecimentos importantes. Foi em 2016, com o colega João Vitor Kingeski Ferri, com o trabalho que encontrou no reaproveitamento de resíduos do fruto da Palmeira Juçara, típica da Mata Atlântica, solução para tornar potável a água das famílias da região do litoral norte e preservar a espécie. Eles foram reconhecidos entre os três melhores trabalhos das Américas em Inovação Social - premiação concedida pela Organização dos Estados Americanos (OEA) por ser um "projeto de alto impacto em tecnologia e engenharia e ter grande contribuição para a redução da desigualdade e da pobreza da sua região". Obtiveram, também, o 4º lugar na categoria Engenharia Ambiental.

 

Pesquisas premiadas para chegar à Intel

Foi na 15° Feira Brasileira de Ciências e Engenharia - Febrace - realizada em março deste ano na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), em São Paulo, que a pesquisa 'Transformação dos resíduos agroindustriais do maracujá em filmes plásticos biodegradáveis? conquistou o Prêmio Credenciamento Intel ISEF 2017, que garante passagens e hospedagens para participar do evento. Na Febrace obteve também o 1º Lugar em Ciências Agrárias, o reconhecimento de melhor projeto do Estado do Rio Grande do Sul, com o 'Prêmio Destaque nas Unidades da Federação', ante outros 35 trabalhos gaúchos - título conquistado pelo terceiro ano consecutivo pelo Campus Osório -, Prêmio Destaque Agência USP de Inovação e Prêmio Expedição Científica ao Pantanal (prevista para 29 de janeiro a 2 de fevereiro de 2018).

Já a pesquisa 'BioPatriam: Preservação da biodiversidade através de planta nativa brasileira', foi selecionada para a Intel, também ganhando passagens e hospedagem, como premiação da 31ª Mostratec, realizada pela Fundação Liberato, de Novo Hamburgo, em outubro do ano passado. Ela também conquistou no evento o Prêmio Intel de Inovação, com um Tablet Educacional para as pesquisadoras destaque feminina da Mostratec, Prêmio ABRIC de Destaque em Iniciação Científica, 1º lugar na área de Gerenciamento do Meio Ambiente e o Prêmio Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, que custeará as passagens e hospedagens de alunos para participar da Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) 2017, que vai ocorrer em Belo Horizonte/MG.

 

Galeria

Professora Flávia Twardowski acompanhou suas orientandas no evento

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